Juliana Matos de Brito
Graduação em Odontologia – UFPE
Pós-Graduação em Dentística Restauradora e Endodontia
A saúde bucal é um dos primeiros indicadores do bem-estar geral de um indivíduo e um componente fundamental da saúde bucal é a saliva. Entre outras funções, a saliva protege os dentes e os tecidos moles bucais, ajuda na seleção e no preparo dos alimentos para a digestão e auxilia na fala. À medida que envelhecemos, a quantidade de fluidos corpóreos sofre uma diminuição considerável e a saliva não é uma exceção.
O uso de certos medicamentos também influencia na quantidade de saliva presente na cavidade oral, e em casos extremos pode levar ao desaparecimento desse fluido, causando o que é conhecido como xerostomia (“boca seca”). A xerostomia medicamentosa é de especial interesse ao paciente com doença de Parkinson, pois muitos dos medicamentos usados para o seu controle são conhecidos causadores da diminuição salivar, por exemplo: levodopa-carbidopa, benztropina, difenidramina, entre outros. São algumas características da xerostomia: ardência na língua, dor, dificuldades na deglutição, na fala, lábios secos e rachados, saliva viscosa. Como tratamento, sugere-se o aumento do estímulo mastigatório (consumo de alimentos fibrosos – cenouras cruas, abacaxi, cana-de-açúcar, mascar chicletes) e a ingestão de ácido cítrico (frutas cítricas – laranja, limão, maracujá – estimulam a produção de saliva).
Além da xerostomia, o paciente portador da DP, com o avanço da doença, sofre uma diminuição na habilidade motora necessária para uma boa higienização da cavidade bucal, nesses casos, deve lançar mão de recursos disponíveis no mercado para essa função. Escovas elétricas devem ser utilizadas, pois os movimentos manuais podem ser substituídos pelas vibrações da escova, que apenas precisa ser levada até as áreas a serem higienizadas, dispensando maiores demandas motoras.
O paciente deve escovar os dentes sempre que se alimentar de açúcares e carboidratos e aumentar o número de escovações diárias, que deve ser no mínimo três.
Especial atenção deve ser dada às próteses dentárias, que devem estar bem adaptadas e limpas, para evitar doenças na mucosa bucal, entre outros incômodos.
Redobrar os cuidados com a higiene bucal e visitar regularmente o dentista, proporcionam ao paciente o bem estar e a saúde de que ele tanto precisa.
Graduação em Odontologia – UFPE
Pós-Graduação em Dentística Restauradora e Endodontia
A saúde bucal é um dos primeiros indicadores do bem-estar geral de um indivíduo e um componente fundamental da saúde bucal é a saliva. Entre outras funções, a saliva protege os dentes e os tecidos moles bucais, ajuda na seleção e no preparo dos alimentos para a digestão e auxilia na fala. À medida que envelhecemos, a quantidade de fluidos corpóreos sofre uma diminuição considerável e a saliva não é uma exceção.
O uso de certos medicamentos também influencia na quantidade de saliva presente na cavidade oral, e em casos extremos pode levar ao desaparecimento desse fluido, causando o que é conhecido como xerostomia (“boca seca”). A xerostomia medicamentosa é de especial interesse ao paciente com doença de Parkinson, pois muitos dos medicamentos usados para o seu controle são conhecidos causadores da diminuição salivar, por exemplo: levodopa-carbidopa, benztropina, difenidramina, entre outros. São algumas características da xerostomia: ardência na língua, dor, dificuldades na deglutição, na fala, lábios secos e rachados, saliva viscosa. Como tratamento, sugere-se o aumento do estímulo mastigatório (consumo de alimentos fibrosos – cenouras cruas, abacaxi, cana-de-açúcar, mascar chicletes) e a ingestão de ácido cítrico (frutas cítricas – laranja, limão, maracujá – estimulam a produção de saliva).
Além da xerostomia, o paciente portador da DP, com o avanço da doença, sofre uma diminuição na habilidade motora necessária para uma boa higienização da cavidade bucal, nesses casos, deve lançar mão de recursos disponíveis no mercado para essa função. Escovas elétricas devem ser utilizadas, pois os movimentos manuais podem ser substituídos pelas vibrações da escova, que apenas precisa ser levada até as áreas a serem higienizadas, dispensando maiores demandas motoras.
O paciente deve escovar os dentes sempre que se alimentar de açúcares e carboidratos e aumentar o número de escovações diárias, que deve ser no mínimo três.
Especial atenção deve ser dada às próteses dentárias, que devem estar bem adaptadas e limpas, para evitar doenças na mucosa bucal, entre outros incômodos.
Redobrar os cuidados com a higiene bucal e visitar regularmente o dentista, proporcionam ao paciente o bem estar e a saúde de que ele tanto precisa.